Tão justo que mal cabe em si (sobre o espírito do perdão)

A justiça não significaria nada se a ela não restasse ainda o próprio direito de usar a força. Como bem já lembrou Pascal, não há justiça sem força (a garantia de poder aplicá-la), embora possa haver força sem justiça – verdadeira raiz do mal! Como poderia então a justiça não condená-lo e puni-lo? Como poderia hesitar perante o dever de enfraquecê-lo? Contudo, como pode a justiça ser mais forte que o mal – pois deve sempre combatê-lo! – quando tudo que ele mais deseja é que jamais saibamos também o que significa perdoar? Como pode a justiça reparar essa misteriosa dívida metafísica contraída consigo mesma?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.
%d blogueiros gostam disto: