Trechos Inesquecíveis – Vladimir Jankélévitch 

“A contradição entre o ser e o amar se complica com uma ambiguidade inextricável. O imbróglio chega ao auge quando se coloca a alternativa em termos de prioridade. 1º. É evidente que o ser preexiste lógica e gramaticalmente ao amor (e ao dever); a existência (a preexistência) do ser-amante é, por definição, substancialmente pressuposta comoContinuar lendo “Trechos Inesquecíveis – Vladimir Jankélévitch “

Trechos Inesquecíveis – Rainer Forst

“Desde A República, de Platão, a filosofia política coloca a questão dos princípios para o exercício legítimo ou justo da dominação (Herrschaft) política. Todavia, como sempre, continua a ser controverso do ponto de vista metodológico como se deve chegar a uma resposta a essa questão. Trata-se de descobrir ou inventar uma ‘teoria ideal’, na formaContinuar lendo “Trechos Inesquecíveis – Rainer Forst”

O bom, o legal e o equitativo: as três figuras do justo em Paul Ricoeur

Na filosofia moral de Paul Ricoeur, encontramos a ideia segundo a qual o conceito de justiça deve ser compreendido com base em três significados fundamentais, cada um deles associado, por sua vez, a três diferentes (porém articulados) níveis da reflexão ética. No primeiro deles, chamado de teleológico, o justo aparece, desde o início, como umaContinuar lendo “O bom, o legal e o equitativo: as três figuras do justo em Paul Ricoeur”

O homem na multidão de Isabel Wilkerson

Essa breve reflexão abaixo da jornalista Isabel Wilkerson resume tudo que a gente precisa saber sobre moralidade. Ela explica por que razão o nosso senso de justiça deve ir além das recompensas afetivas que obtemos pela fidelidade demonstrada aos grupos aos quais pertencemos. Pois a “lógica grupal” costuma ser também uma enorme porta fechada paraContinuar lendo “O homem na multidão de Isabel Wilkerson”

Justiça e Reparação – tópicos para um rascunho provisório

Justiça e Reparação Reparação do quê? Resposta: do dano. Um mal sofrido. Há um mal sofrido que exige ser reparado.  Mas como se repara um mal sofrido?  O mal sofrido é sempre um mal já cometido. Ninguém pode simplesmente voltar atrás para “desmaldizê-lo”, nem a vítima, nem o Estado, e muito menos o algoz (mesmoContinuar lendo “Justiça e Reparação – tópicos para um rascunho provisório”

Trechos Inesquecíveis – David Hume

“Seria um empreendimento supérfluo provar que a justiça é útil à sociedade e, consequentemente, que parte do seu mérito, pelo menos, deve originar-se dessa consideração. Mas a afirmação de que a utilidade pública é a única origem da justiça e que as reflexões sobre as consequências benéficas dessa virtude são a única fundação do seuContinuar lendo “Trechos Inesquecíveis – David Hume”

Justiça e Dívida

“A cada um o que lhe é devido” (suum cuique tribuere) Devido-dívida – é interessante a gente pensar na própria dificuldade que a gente tem de pensar a questão da justiça sem uma linguagem que utilize o mesmo vocabulário empregado no discurso econômico. 1a hipótese: Nietzsche (Genealogia da Moral) – é nesse vocabulário que encontramosContinuar lendo “Justiça e Dívida”

Lendo Rawls contra Rawls: um outro argumento a favor do argumento da posição original

Sabe-se que a teoria da justiça de John Rawls consiste em um esforço filosófico voltado à elaboração de um ponto de vista normativo capaz de equacionar potenciais divergências a respeito do que é devido a cada cidadão em matéria de direitos e deveres básicos. Nesse sentido, defende que apenas uma concepção política de justiça, istoContinuar lendo “Lendo Rawls contra Rawls: um outro argumento a favor do argumento da posição original”

Os três usos da razão prática em Habermas e o problema da justiça

“Que uma norma seja justa ou de interesse geral nada mais significa que esta norma merece reconhecimento ou que é válida. A justiça não tem nada de material, não é um determinado ‘valor’, mas é uma dimensão da validade.”    Jürgen Habermas Uma das contribuições mais ricas do filósofo Jürgen Habermas para a teoria moral contemporânea foiContinuar lendo “Os três usos da razão prática em Habermas e o problema da justiça”