Justiça e Dívida

"A cada um o que lhe é devido" (suum cuique tribuere) Devido-dívida - é interessante a gente pensar por que motivo é tão forte a dificuldade que a gente tem de pensar a questão da justiça fora de uma linguagem que usa o mesmo vocabulário empregado no discurso econômico. 1a hipótese: Nietzsche (Genealogia da Moral)… Continue lendo Justiça e Dívida

Os três usos da razão prática em Habermas e o problema da justiça

"Que uma norma seja justa ou de interesse geral nada mais significa que esta norma merece reconhecimento ou que é válida. A justiça não tem nada de material, não é um determinado 'valor', mas é uma dimensão da validade."    Jürgen Habermas Uma das contribuições mais ricas do filósofo Jürgen Habermas para a teoria moral contemporânea foi… Continue lendo Os três usos da razão prática em Habermas e o problema da justiça

Justiça, litígio, moralidade e autorrespeito

1 - Já se observou algumas vezes que a consciência que adquirimos da nossa própria identidade pessoal se deve à capacidade que desenvolvemos de fazer promessas (RICOEUR, 2008, 2014; NIETZSCHE, 2017). Essa constituição dialógica do sujeito é também a base da sua relação moral consigo mesmo. Sem um outro a quem possamos confiar a nossa… Continue lendo Justiça, litígio, moralidade e autorrespeito

A ideia de justiça

Não faz justiça quem trata a própria ideia de justiça como apenas mais uma entre tantas outras. Podemos acusá-la de gozar de mais crédito do que ela merece, mas não sem antes já termos condenado o martelo a ter que cumprir o seu dever. A justiça é, portanto, a noção que levamos em máxima conta… Continue lendo A ideia de justiça

Uma hipótese sobre o desenvolvimento moral do senso de justiça

A dificuldade está em que o amor de várias pessoas é lançado na confusão a partir do momento em que as reivindicações dessas pessoas entram em conflito.John Rawls No princípio é o afeto: a dedicação emotiva de quem está sempre cuidando de nós. Logo se forma a certeza de que somos profundamente amados, assim como… Continue lendo Uma hipótese sobre o desenvolvimento moral do senso de justiça

Trechos inesquecíveis – Ernst Tugendhat

“O que significa, então, justo? Acho que justiça é o conceito contrário a poder. Temos de distinguir uma ordem normativa à qual estejamos subordinados por poder, pela ameaça de castigos externos (como se fôssemos escravos) de uma ordem normativa justa. E me parece que a única maneira de definir uma ordem normativa justa é pensar… Continue lendo Trechos inesquecíveis – Ernst Tugendhat

O poder e a justiça

Mas quem pretenderá ser justo poupando-se da angústia? Jacques Derrida A história da vida pública de uma sociedade costuma ser interpretada como um processo de inúmeras disputas entre interesses socialmente antagônicos em torno da conquista do poder. Em que pese a perspicácia analítica desta descrição, tal processo guarda ainda uma questão nem sempre devidamente discutida… Continue lendo O poder e a justiça

Justiça e correção moral: uma interpretação filosófica do desejo punitivo

As Eumênides dormem, mas o crime as desperta. Hegel, citado por Paul Ricoeur A primeira dificuldade daqueles que desejam estabelecer uma abordagem do problema da justiça, bem como do seu derradeiro significado moral para a vida em sociedade, consiste em saber como determinar o aspecto mais decisivo desta mesma relação, isto é, a partir do… Continue lendo Justiça e correção moral: uma interpretação filosófica do desejo punitivo

Justiça, democracia e direitos humanos

Em última instância, a função de qualquer governo é atribuir direitos e deveres aos cidadãos. A razão para isso é muito simples: como ninguém é capaz de prover sozinho as suas necessidades, supõe-se também necessária alguma divisão de responsabilidades que garanta as condições objetivas da mútua sobrevivência. Eis porque, para a filosofia política, é o… Continue lendo Justiça, democracia e direitos humanos

Trechos inesquecíveis – Hans Kelsen

“A fórmula da justiça mais frequentemente usada é a conhecida suum cuique, a norma segunda a qual a cada um deve se dar o que é seu, isto é, o que lhe é devido, aquilo a que ele tem uma pretensão (título) ou um direito. É fácil ver que a questão decisiva para a aplicação… Continue lendo Trechos inesquecíveis – Hans Kelsen