O bom, o legal e o equitativo: as três figuras do justo em Paul Ricoeur

Na filosofia moral de Paul Ricoeur, encontramos a ideia segundo a qual o conceito de justiça deve ser compreendido com base em três significados fundamentais, cada um deles associado, por sua vez, a três diferentes (porém articulados) níveis da reflexão ética. No primeiro deles, chamado de teleológico, o justo aparece, desde o início, como umaContinuar lendo “O bom, o legal e o equitativo: as três figuras do justo em Paul Ricoeur”

Justiça, litígio, moralidade e autorrespeito

Já se observou algumas vezes que a consciência que adquirimos da nossa própria identidade pessoal se deve à capacidade que desenvolvemos de fazer promessas (RICOEUR, 2008, 2014; NIETZSCHE, 2017). Essa constituição dialógica do sujeito é também a base da sua relação moral consigo mesmo. Sem um outro a quem possamos confiar a nossa palavra, nãoContinuar lendo “Justiça, litígio, moralidade e autorrespeito”

Trechos inesquecíveis – Paul Ricoeur

“No testemunho de nossa memória parece ser possível encontrar pelo menos um sintoma eloquente – na falta de uma prova decerto inalcançável – de que a destinação pacífica da esfera jurídica (destinação à qual o fenômeno do judiciário confere especial visibilidade) é, de certa maneira, tão originária quanto o pendor à violência exibido pelo malContinuar lendo “Trechos inesquecíveis – Paul Ricoeur”