John Rawls e o argumento da posição original

No âmbito da filosofia política contemporânea, o valor paradigmático assumido pela teoria da justiça de John Rawls pode ser medido, entre outras coisas, por sua intrínseca orientação metodológica voltada para uma interpelação da doutrina utilitarista enquanto matriz avaliativa da justiça em uma ordem social democrática. Para ele, admitir que as desvantagens sofridas por um grupoContinuar lendo “John Rawls e o argumento da posição original”

O conceito de justo X o conceito de bem: uma hipótese sobre o cruzamento das teorias moral e política

Apresento a seguir um esquema ilustrativo (clique na figura abaixo para uma visualização mais nítida) de um conflito conceitual presumível entre as noções de justo e de bem e cuja expressão revela, no âmbito de uma reflexão ética mais ampla, uma hipótese sobre o cruzamento das teorias moral e política – de resto já bastanteContinuar lendo “O conceito de justo X o conceito de bem: uma hipótese sobre o cruzamento das teorias moral e política”

Trechos inesquecíveis – Jürgen Habermas (I)

“(…) A contraposição abstracta entre ‘decisão’ e ‘conhecimento’ é precedida pelo passo em falso de uma abstracção semântica dos conteúdos do saber a partir dos contextos pragmáticos da sua aquisição solucionadora dos problemas, da comunicação e da exposição dos conteúdos. No entanto, a ‘razão’ consiste à partida no uso da razão. São os motivos queContinuar lendo “Trechos inesquecíveis – Jürgen Habermas (I)”

A moralidade segundo uma visão pragmática da vida social

O quadro abaixo foi elaborado com o objetivo de sustentar uma representação da moralidade segundo uma concepção pragmática da vida social, isto é, tomando-se como referência o problema prático da coordenação das ações que determina a dinâmica interativa entre diferentes agentes morais. A leitura do quadro, porém, depende de alguns pressupostos conceituais que busquei definirContinuar lendo “A moralidade segundo uma visão pragmática da vida social”

Trechos inesquecíveis – John Rawls

“Vamos assumir, para fixar ideias, que uma sociedade é uma associação mais ou menos autossuficiente de pessoas que em suas relações mútuas reconhecem certas regras de conduta como obrigatórias e que, na maioria das vezes, agem de acordo com elas. Suponhamos também que essas regras especifiquem um sistema de cooperação concebido para promover o bemContinuar lendo “Trechos inesquecíveis – John Rawls”